Ídolos mortos = 0

Terminei hoje a tarde O Apanhador No Campo de Centeio. Não consigo definir EXATAMENTE a opinião sobre o livro.
Através dele, Holden Caufield, conta o que acontece no período após ter sido expulso do Pencey, um colégio interno e o que faz durante o tempo que passa até voltar para casa, evitando um confronto com seus pais. Conta sua vida na escola, como foi expulso, suas reflexões sobre a vida. Sobre o que acontece na saída da escola até voltar para casa, conversa com pessoas importantes na sua vida, como uma irmã, uma amiga, dois professores que foram importantes, etc. Conta sobre sua família, sobre seus “colegas” de escola, sobre seu irmão que morreu, Allie, sobre seu irmão que vive em Hollywood, escrevendo contos e filmes. Uma grande reflexão sobre a vida e o que acontece durante a adolescência, fase considerada desimportante na época em que J. D. Stalinger escreve o livro.
Dois fatos que me aborreceram muito sobre o livro: As gírias, o modo de escrever MUITO americanizado e a falta de um conflito principal. Tudo bem que há todo um contexto, etc, mas nada “desponta” durante o período narrado. Há muitos fatos e todos que levam a uma reflexão, mas não há um conflito central, o que torna um POUCO monótono. Acho que, o que salva nesse caso, é que o texto é curto (180 pp.) e que o autor/personagem não enrolam em descrições, ficam bons tempos contando acontecimentos e reflexões.
Enfim, é um bom livro, uma interessantíssima visão sobre a vida do adolescente e o melhor, li e não matei nenhum ídolo ao final da leitura.

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