Depois de um bom tempo sem posts, estou de volta.
É fato que faz quase um mês que eu terminei a leitura do último livro, mas eu não li mais nada depois desse livro. Triste.
Bom, O Cortiço é uma obra um tanto… repugnante… no nível de enredo… não que seja um aspecto negativo. Por mostrar uma parte degradada da população brasileira do século XIX/XX.
A história é basicamente a vida, morte e renascimento do Cortiço de João Romão. Como começa: com toda a maracutaia por parte do dono, roubando material de construção, brigando com o dono do sobrado vizinho, etc. Assim ele cresce até ser destruído por um incêndio para depois ser reconstruído e rehabitado, dessa vez por uma classe um pouco mais “alta” do que a anterior.
Outro aspecto interessante são as personagens que passam por esse ambiente hostil. Desde o dono, que faz de tudo para chegar à classe alta (até mesmo sacrificar a “amada”, algo tipicamente realista), as lavadeiras, as moças da vida, as lutas entre os moradores e o ambiente (determinismo), como todos sofrem com ele, como um trabalhador destroi sua vida correndo atrás da mulata, etc, etc.
Definitivamente, o principal do texto são as pessoas que compõe o cenário e como o cenário as influencia.
Um bom livro, obrigatório para a Fuvest e um clássico. Medonho, mas clássico.
Agora, de volta aos bons tempos de narrativa de enigma: vou reler “Um Estudo em Vermelho” de Sir Arthur Conan Doyle, primeiro livro que conta uma aventura de Sherlock Holmes.
Depois, vou ler “Verdade Tropical”, by Caetano Veloso.
O Cortiço
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