Deu vontade de postar:
Futebol. Carnaval. Praia. Grande parte dos estrangeiros resume o nosso país tropical nessas três palavras. Visto sob uma óptica errada, pode ser considerado uma maravilha. Mas não é bem assim. A situação atual do Brasil é caótica, tanto política quanto culturalmente.
O quadro político do país nos mostra o conformismo e a corrupção de maneira plena. Não parece que há vinte anos atrás, o povo se mobilizou por uma causa: a democracia, nada fácil de ser conquistada. O conformismo é enorme, o povo perdeu a esperança e desistiu de lutar. O brasileiro vê toda a corrupção passar bem debaixo dos seus olhos e o máximo que faz é juntar uns amigos e ir pra Paulista, fazer um protesto que mais parece uma festa ou um circo. Na verdade, o que acontece é que a população só quer parecer engajada, quando, na realidade, não o é. A questão da luta pelos direitos políticos se tornou muito mais um artigo da moda do que um ideal. Com isso, o político faz as coisas mais absurdas possíveis sem se importar com o povo, sabendo que nada acontecerá. A impunidade e o conformismo só aceleram e pioram o caos do país.
Além disso, a cultura também sofre. Alguns podem até dizer que o Brasil tem uma diversidade cultural incrível, mas até nossos costumes mais arraigados tem sido massificados e transformados em uma coisa sem graça, tirando toda sua beleza. Estamos perdendo essa “identidade” a partir da diversidade da nossa cultura. Os nossos costumes estão se resumindo a um jogo de futebol aqui, a um campeonato a cada quatro anos ali. Com o desvanescimento dessa variedade, perde-se também o orgulho de ser brasileiro, o que aumenta ainda mais a influência de outros países, fazendo desse processo, uma bola de neve (condição climática que, aliás, não ocorre normalmente aqui, só no exterior) que só tende a crescer.
Outro ponto prejudicial é a visão que se tem do nosso país pelos estrangeiros. Eles (que, muitas vezes, pensam que nossa capital é Buenos Aires) acabam estereotipando o local e não consideram outros fatores bons ou ruins da nação, o que poderia ajudar a desenvolver tantos pontos desfalcados do Brasil. Eles pensam que o Carnaval dura 365 dias, que não tem nada depois de alguns quilômetros da praia mais próxima e acham que todos os 190 milhões de seres humanos sobrevivem por causa de uma bola de futebol. O autor pode ter exagerado na enumeração anterior, mas é quase isso. De qualquer jeito, a visão sobre o país precisa ser alterada, e rápido.
Enfim, “o Brazil não conhece o Brasil” e “o Brasil nunca foi ao Brazil”, como já disse Aldir Blanc e Tapaós em Querellas do Brasil. Tanto polítca quanto culturalmente é preciso uma reforma para que, assim, os brasileiros possam se estabelecer e continuar com suas diversidades e belezas que o tornam único, além de mostrar que o nosso país não são só três, mas milhares de palavras.
Tantas Palavras
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muito bem